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Edilene Oliveira diz em depoimento a PF que sítio onde melo foi presso pertence ao pai dela e que nunca conversou com Mouhamad Moustafa.

Em um depoimento concedido ao delegado da Polícia Federal Alexandre Teixeira dos Santos, no dia 22 de dezembro do ano passado, a ex-primeira-dama do Amazonas, Edilene Oliveira, mostra não saber sobre o esquema de desvio de contratos da saúde, em que seu marido, o ex-governador José Melo (Pros), é apontado como um dos envolvidos.

Edilene está presa há 54 dias no Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), que fica no km 8 da BR-174, acusada de obstruir as investigações da Polícia Federal sobre os desdobramentos da Operação Maus Caminhos.

No depoimento de uma lauda, ao qual, ela confirma que sabe quem é o médico Mouhamad Moustafa, empresário dono do Instituto Novos Caminhos que detinha boa parte dos contratos dna área da saúde com o Estado, mas que não tinha qualquer tipo de relacionamento com ele.

Confirmou que foi secretária do gabinete do ex-governador Eduardo Braga (MDB), no período de 2004 a 2010, nas duas gestões dele, e que seu salário à época variou entre R$ 13 mil e R$ 15 mil.

Disse ainda desconhecer os R$ 82 mil em espécie que a PF encontrou numa gaveta do quarto de José Melo, que estava trancada.

 

Além de primeira-dama e presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS), Edilene é empresária, proprietária de uma empresa especializada em beleza feminina e sócia de sua irmã, Nívea Maria Gonçalves Gomes, num salão de beleza. Tem ainda sociedade com o filho, Fábio Alex Gomes dos Santos, na empresa Opte Consultoria Ltda.

 

Ela afirmou que o sítio onde seu marido foi preso, que fica no município de Rio Preto da Eva, é de propriedade de seu pai, José de Lima Gomes, há 39 anos e que as espingardas encontradas no local também são de seu pai e de um irmão, Edir Gonçalves Gomes.

 

No depoimento, ela confirma a venda de uma lancha, de nome Tapiri IV, por R$ 3 milhões, que era do ex-governador, e que, com esse recurso, ele comprou a casa onde moram, no bairro do Parque das Laranjeiras, mas não soube dizer nem o valor do imóvel e nem como a transação foi realizada.

 

A defesa de Edilene e de José Melo, que também está preso há quase dois meses no Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II), tenta reverter a prisão dos dois na Justiça, sem sucesso.

Fonte: Portal DZ.

Editor/Chefe: Rogério dos Santos

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